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Dr. Nestor S. Penteado Filho assumiu, no início de agosto, a Delegacia Seccional de Mogi Guaçu. É especialista e mestre em Direito processual penal pela Universidade Paulista, autor de diversas obras na área jurídica, professor da Faculdade de Direito de Jaguariúna (FAJ), professor concursado da Academia de Polícia Civil de São Paulo e coordenador do curso de pós-graduação em criminologia da Faculdade de Direito de Jaguariúna.

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Ângela Bonas
Jornalista, colunista em jornais de Boituva/SP, Santo Antonio de Posse/SP e Capital Paulista
Quem substitui Beethoven?
04/07/2010 - 0 comentários - Comente este artigo
Acho que foi o Samuel Johnson quem disse que nada aguça a mente como a perspectiva de ser enforcado.

O Chile não era uma ameaça mortal, mas a simples possibilidade da uma eliminação por distração ou acidente aguçou o jogo da Seleção. Mas também foi só... Será que não foi falta de lustrar os talentos?

Li certa vez a história de sobre uma empresa: sala de reunião (por que não uma preleção de Dunga??). O gerente nervoso fala com sua equipe de gestores, e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” (afinal, o banco de reservas era cheio de talentos...)

Silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta:
- E o Beethoven?-
- Como? – o gerente encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Albert Einstein?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são, sim, insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de qualquer organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do conjunto.

Ou se corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E o mundo teria perdido todos esses talentos, como perdemos uma Copa do Mundo...

E também perdemos a alegria das transmissões ao vivo da África: adoro ver o William o Bonner namorando a Fátima Bernardes em rede nacional !!! O máximo!
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